Historial

A Freguesia de Viseu resultou da reorganização administrativa do território das freguesias instituída pela Lei n.º 11-A/2013, de 28 de Janeiro, que estabeleceu a criação de novas freguesias por agregação. Com as eleições autárquicas de 2013 e instalação dos órgãos eleitos (21/10/2013), a criação da nova freguesia determinou a cessação jurídica das anteriores freguesias de Santa Maria, Coração de Jesus e S. José, assumindo todos os direitos e deveres, responsabilidades judiciais e contratuais, assim como o património mobiliário e imobiliário das freguesias agregadas. Por deliberação da Assembleia de Freguesia, mantêm-se como espaços de atendimento ao público as antigas sedes de Junta das freguesias agregadas, nomeadamente na Rua Miguel Bombarda, n.º 66 – A R/ch. e na Travessa de S. Lázaro, n.º 12.

A circunscrição territorial da nova freguesia respeitou e manteve as áreas e os limites territoriais das freguesias agregadas, definidos no Decreto-Lei n.º 42.040, de 20-12-1958, embora seja expectável que, no futuro próximo, se revejam os limites da Freguesia de Viseu, redefinindo acertos territoriais com as freguesias da área de expansão da cidade. Assim, considerando o somatório da área das freguesias agregadas, a Freguesia de Viseu apresenta-se com a área total de 9,79 Km2.

Considerando os dados populacionais para a cidade de Viseu, publicados pelo INE no Anuário Estatístico da Região Centro 2012, a população da Freguesia de Viseu representa um total de 27.000 habitantes, com uma taxa de natalidade de 12,2% e taxa de mortalidade de 8,8%.  

O perímetro urbano delimitado pelas freguesias agregadas caracteriza-se como centro administrativo, de comércio e serviços, ocupando o sector de serviços 82% da população ativa, 16% o sector secundário, com incidência em empresas de média dimensão, e apenas 2% é abrangido pelo sector primário.

A Freguesia de Viseu é servida por uma completa rede viária que permite fazer a ligação a todos os concelhos do distrito, bem como aos centros urbanos do litoral e do interior do país e às principais cidades europeias. Aqui se cruzam as importantes vias do Centro/Norte do território nacional que nos ligam aos principais portos marítimos e às fronteiras que abrem portas à Europa: A25, A24 e Ip3. Carece, contudo de uma rede ferroviária, de transporte de passageiros e mercadorias, que ligue a cidade aos principais centro urbanos europeus.

É servida, também, por um conjunto de Equipamentos de Ensino, desde o pré-escolar ao ensino superior, Equipamentos de Saúde de muita qualidade, e Instituições de Assistência públicas e privadas, com capacidade de resposta para os seus habitantes.

A história da cidade de Viseu está escrita nas ruas e calçadas das freguesias agregadas, nos seus heróis míticos, de Viriato a D. Rodrigo, nos Reis e Senhores que fizeram de Viseu a sua cidade, que lhe concederam foral e a desenvolveram. Aqui terá nascido D. Afonso Henriques (1191), aqui nasceu D. Duarte, o Eloquente (1391), aqui residiram temporariamente D. João I (Mestre de Avis) e o Infante D. Henrique, seu filho e 1.º Duque de Viseu.

Os seus nomes ficam imortalizados na toponímia urbana e nos monumentos escultóricos que guardam a sua memória, ao lado de cronistas, pintores, poetas, eclesiásticos, militares, artistas do ferro e da pedra, artesãos, cantores, políticos, toureiros, burgueses e senhores da terra que fizeram de Viseu a cidade que hoje temos.

Adentro dos limites da Freguesia de Viseu ergue-se um riquíssimo património edificado. Na arquitetura militar destacam-se como sistemas defensivos a Cava de Viriato e alguns troços bem conservados da muralha romana e da muralha Afonsina, com as duas portas resistentes, do Soar e dos Cavaleiros. Na colina donde se espraia a vista para o Caramulo e Abraveses, admiramos o mais belo conjunto da arquitetura religiosa da cidade, envolvendo a Catedral e a Igreja da Misericórdia, tendo por companhia o antigo Paço dos Três Escalões e atual Museu de Grão Vasco, a Casa do Adro e a Casa do Miradouro (séc. XVI). Ao redor desta colina, onde se ergueu outrora o Paço real e a residência de S. Teotónio, há traços do período manuelino nas janelas que emolduram paredes nas ruas de D. Duarte, Senhora da Piedade, Direita e Largo António José Pereira. Do período do Barroco restam belos exemplares da arquitetura civil, edificações fidalgas dos séculos XVII e XVIII, com destaque para o Solar dos Condes de Prime, Palácio dos Treixedos, Solar dos Peixotos, Casa do Cruzeiro e Casa de S. Miguel. E do séc. XIX o edifício da Câmara Municipal, a Casa da Prebenda, a Casa do Cerrado e a Casa dos Mendes, esta propriedade da Santa Casa da Misericórdia. Destaque, ainda, para os mais belos exemplares da arquitetura religiosa deste período de ouro, como sejam as igrejas dos Terceiros, do Carmo, de Santo António e de Nossa Senhora da Conceição, na Ribeira.

Viseu cidade Jardim, bem pode orgulhar-se do colorido das suas rotundas e do verde que salpica as zonas ajardinadas: o Fontelo, o Parque Aquilino Ribeiro, o Jardim de Santa Cristina ou o Jardim de Santo António, o Jardim das Mães ou o Jardim Tomás Ribeiro, são recantos de memórias, de cumplicidades e de afetos, pulmões da cidade que os seus residentes não dispensam nos meses de Verão.   

Viseu, cidade Museu, é também história e memória duma cidade antiga, transformada pela modernidade do tempo, centro da Freguesia de Viseu. Aqui se localizam os principais núcleos museológicos da rede municipal, recentemente criada, que engloba a Casa Museu Almeida Moreira, a Casa da Ribeira, o Centro de Coordenação Cultural de Viseu, a Casa do Miradouro/Coleção Dr. José Coelho, o Solar dos Condes de Prime e o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental, entre outros. 

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